
Este guia foi preparado para equipes de compras, desenvolvimento de embalagem, produto, pesquisa e desenvolvimento e assuntos regulatórios. Ele mostra o que levar, o que testar e quais perguntas registrar ao conversar com a Auber Packaging no estande CM-40F.
O mercado brasileiro recompensa decisões de embalagem bem feitas
A indústria brasileira de Beleza e Cuidados Pessoais faturou cerca de R$ 200 bilhões em 2025 e ocupa o terceiro lugar entre os mercados consumidores do mundo. A ABIHPEC também contabiliza 7.359 lançamentos em 2025. O país está entre os líderes globais em fragrâncias, desodorantes, proteção solar, produtos infantis e cuidados com o cabelo.
Para quem compra embalagem, esses números apontam para exigências muito diferentes dentro do mesmo mercado. Um creme de pentear precisa funcionar com mãos molhadas e fórmulas viscosas. Um protetor solar precisa favorecer reaplicação e transporte sem vazamento. Um sérum para olhos depende de dosagem e contato confortáveis. Um desodorante ou produto localizado exige fluxo consistente no aplicador. A embalagem precisa ser selecionada com a fórmula, o canal de venda e a rotina de uso em mente.
A edição de 2026 também inaugura um setor dedicado a embalagens, com proposta 100% B2B e acesso a profissionais de compras, inovação, pesquisa e desenvolvimento, marketing e desenvolvimento de produto.
Informações essenciais da Beauty Fair 2026
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Item |
Informação confirmada |
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Datas |
5 a 8 de setembro de 2026 |
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Horários gerais |
5 de setembro das 12h às 20h e 6 a 8 de setembro das 10h às 20h |
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Credenciais de negócios |
Consulte regras e horários vigentes do Passaporte Negócios e do Comprador Internacional |
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Local |
Expo Center Norte, Rua José Bernardo Pinto 333, Vila Guilherme, São Paulo SP, 02055-000 |
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Estande Auber |
CM-40F |
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Entrada |
Leve o QR Code e documento oficial com foto |
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Transporte público |
Metrô Portuguesa Tietê, saída D. Transfer gratuito no Garage In, Rua Marechal Odylio Dennis 138 |
Confirme valores, disponibilidade e categoria do ingresso na página de credenciamento antes de se deslocar. A organização informa mais de 500 expositores, 2.000 marcas e 200 mil visitantes; marque as reuniões prioritárias e use o mapa ou aplicativo oficial para agrupar visitas por pavilhão.
O briefing de uma página que você deve levar
Uma conversa de estande fica mais produtiva quando o fornecedor recebe um resumo técnico que possa encaminhar à engenharia e ao time de custos. Não é necessário revelar a fórmula completa. Leve uma versão não confidencial e tenha um acordo de confidencialidade pronto caso a discussão avance.
Inclua estes campos em uma única página:
- Produto e uso: categoria, área de aplicação, produto com ou sem enxágue, frequência de uso e posição de armazenamento esperada.
- Fórmula: faixa de viscosidade, pH, presença de álcool, óleos, fragrância, solventes, pigmentos ou ativos sensíveis, temperatura de envase e qualquer histórico de incompatibilidade.
- Dose e experiência: volume por uso, tipo de fluxo desejado, aplicação com uma mão, contato direto com a pele, necessidade de massagear, misturar ou separar duas fórmulas.
- Volume: conteúdo nominal, previsão do primeiro pedido, demanda anual e número de SKUs, cores ou artes.
- Mercado: países de venda, canal principal, faixa de preço e condições prováveis de transporte e armazenagem.
- Operação: envasador, método de selagem, dimensões críticas da linha, orientação do lote e da validade e limites conhecidos de torque ou altura.
- Marca: arquivo vetorial, referências de cor Pantone, área de impressão, acabamentos desejados e amostra física de referência.
- Sustentabilidade: meta de PCR, escopo do cálculo, preferência por monomaterial, redução de massa, refil ou logística reversa e documentos que a empresa precisa arquivar.
- Cronograma: data de lançamento no varejo, data limite de embalagem no envasador e períodos reservados para amostra, estabilidade, compatibilidade, transporte e lote piloto.
- Custo: moeda, Incoterm desejado e custo máximo entregue no Brasil, não apenas o preço unitário na fábrica.
Se ainda faltarem informações, marque cada campo como hipótese. Uma hipótese visível pode ser testada; uma lacuna escondida costuma reaparecer depois como alteração de molde, atraso de arte ou custo extra.
O teste de dez minutos no estande
Escolha duas ou três amostras próximas do seu projeto e execute o mesmo roteiro em todas. Registre o código da amostra ou fotografe a etiqueta para evitar que “o tubo rosa com tampa prateada” se torne a única referência depois da feira.
1. Abra e feche a tampa cinco vezes. Faça o teste com uma mão e simule dedos úmidos se o uso for no banho.
2. Observe o encaixe. Procure folga, rosca cruzada, rebarba, borda desconfortável e tampa que não confirma o fechamento.
3. Aperte em três pontos do corpo. Compare força, recuperação do tubo e controle de saída. Um teste vazio avalia a estrutura, não substitui o teste com a fórmula real.
4. Verifique o orifício. Pergunte o diâmetro e as alternativas de geometria. Fórmulas fluidas podem escorrer; fórmulas densas podem exigir força excessiva ou um orifício maior.
5. Teste o aplicador. Em roletes, observe partida, giro, retenção da esfera e retorno de produto. Em pontas metálicas, de silicone, esponja ou pincel, avalie contato, bordas, limpeza e quantidade retida.
6. Inverta e sacuda a embalagem fechada. Pergunte qual método de vazamento, torque e transporte será usado na validação; a demonstração no estande é apenas uma triagem.
7. Esfregue a decoração com o polegar e examine a luz rasante. Procure desalinhamento, falhas de cobertura, emendas visíveis, hot stamping quebrado e variação de brilho.
8. Localize as áreas para lote, validade, conteúdo e texto regulatório. Peça o desenho técnico em escala real antes de aprovar a arte.
9. Confirme as dimensões da cauda e do cabeçote. A embalagem precisa caber na linha de envase e no ferramental de selagem do parceiro.
10. Peça a massa de cada componente e o material do corpo, tampa, ombro, válvula e aplicador. Essa lista será necessária para avaliar PCR, reciclabilidade e custo logístico.
Cinco rotas de projeto para discutir com a Auber
Lançamento rápido com ferramental existente
Comece por diâmetro, tampa e aplicador já disponíveis. Pergunte quais elementos podem ser personalizados apenas com comprimento, cor e decoração. Separe no cronograma a amostra estrutural da amostra decorada. O guia público de amostragem da Auber cita 15 a 25 dias úteis como faixa típica, mas cada combinação de material, impressão e ferramental precisa de confirmação por escrito.
Skincare de aplicação precisa
Compare bicos finos, roletes, pontas metálicas, silicone, esponja e pincel. A Auber publica opções como tubo D19 com orifício de 1,0 mm para aplicação localizada e tubos com pontas de massagem. Tubo de precisão D19 Antes de escolher, teste a dose com a viscosidade real e defina como o consumidor limpará a superfície que toca a pele.
Cuidados capilares e corporais
Para máscaras, cremes de pentear, leave-ins e loções, priorize abertura com uma mão, base estável, saída em fórmulas densas e decoração resistente ao banheiro. Leve a altura máxima aceita pelo varejo e pelo envasador. Um diâmetro maior pode melhorar a ergonomia e reduzir a altura, mas altera área de impressão, caixa, paletização e percepção de valor.
Ativos sensíveis e proteção solar
Peça comparação entre PE, estruturas laminadas e camadas de barreira como EVOH quando a fórmula for sensível a oxigênio, umidade, luz ou perda de fragrância. Não selecione “alta barreira” apenas pela descrição comercial. Solicite a estrutura completa, dados de transmissão disponíveis e um plano de estabilidade e compatibilidade com a fórmula final.
Fórmulas duplas e experiência de mistura
Tubos de câmara dupla podem manter duas partes separadas até a aplicação, mas exigem validação do motivo técnico, da proporção de saída e do equipamento de envase. Confirme com o envasador se a linha consegue preencher e selar cada câmara antes de investir em arte ou molde. Se uma embalagem simples proteger a fórmula e entregar a experiência desejada, a complexidade adicional pode não se justificar.
O que muda na sustentabilidade em 2026
O Decreto federal nº 12.688 de 2025 criou o sistema de logística reversa de embalagens plásticas e fixou para 2026 uma meta nacional de 22% de conteúdo reciclado e 32% de recuperação. A obrigação de conteúdo reciclado começou em janeiro de 2026 para empresas de grande porte e em julho de 2026 para pequenas e médias empresas. O texto alcança fabricantes e importadores de embalagens plásticas e de produtos vendidos nessas embalagens.
Pela fórmula do decreto, o índice de conteúdo reciclado é calculado pela massa anual colocada no mercado. Portanto, 22% não deve ser lido automaticamente como uma exigência idêntica para cada SKU. O importador brasileiro precisa alinhar o portfólio, a rastreabilidade e sua participação em um sistema de logística reversa. Embalagens mistas que contenham papel ou papelão estão fora do escopo desse decreto específico, o que não elimina outras obrigações nem prova menor impacto ambiental.
Leve estas perguntas para qualquer conversa sobre PCR:
- O percentual declarado se aplica ao corpo do tubo ou à embalagem completa por massa?
- A tampa, o ombro, a válvula e o aplicador usam material virgem, reciclado ou outro polímero?
- Qual documento identifica origem, lote, massa e percentual de resina pós-consumo?
- O fornecedor consegue manter o mesmo percentual, cor e desempenho em pedidos futuros?
- Qual variação de cor, pontos visuais, odor e acabamento deve entrar no padrão aprovado?
- MOQ, preço, prazo, impressão, selagem e resistência mudam em relação à resina virgem?
- A configuração completa é separável ou reciclável na infraestrutura do mercado de destino?
- Uma mudança de percentual ou fornecedor de resina exige nova compatibilidade e nova aprovação de cor?
A Auber publica opções de tubos em PE com diferentes teores de PCR. Use as amostras para comparar aparência e flexibilidade, mas aprove a especificação somente depois de revisar documentação, consistência de lote e resultado dos testes.
Como reservar espaço para a rotulagem brasileira
A RDC 907 de 2024 exige, entre outros itens, nome, marca, lote e eventuais advertências na embalagem primária. A embalagem secundária deve comportar conteúdo, atendimento ao consumidor, dados da empresa responsável, número do processo, AFE, CNPJ, ingredientes em INCI, país de origem e validade. Quando não existe embalagem secundária, essas informações passam para a primária. O texto obrigatório deve estar legível em português do Brasil, com exceções previstas para INCI, nomes e marcas.
A composição também precisa ser disponibilizada em português. A RDC 898 de 2024 permite apresentar essa tradução impressa ou por acesso digital direto, identificado por “Composição em português” ou “Ingredientes em português”. Para produtos importados, outras informações obrigatórias ausentes no rótulo original podem ser acrescentadas por etiqueta antes da comercialização e não devem ser transferidas integralmente para um meio digital.
Na prática, reserve um painel plano e legível, uma zona estável para impressão de lote e validade e margem para uma etiqueta de adequação, se a estratégia regulatória usar esse recurso. Revise a arte no tamanho real e com o responsável regulatório antes de autorizar cilindros, telas, hot stamping ou produção decorada.
O cronograma também depende da categoria do produto. Protetor solar, repelente e algumas categorias de maior risco exigem registro; a maioria dos produtos de menor risco segue notificação. Confirme o enquadramento antes de prometer a data de lançamento.
As dezoito perguntas que devem entrar na ata
1. Qual código de produto e versão de desenho estamos avaliando?
2. Quais dimensões, tolerâncias, materiais e estrutura de camadas compõem a embalagem completa?
3. Quais moldes existentes atendem ao projeto e o que exigiria novo ferramental?
4. Quem será proprietário do molde e quais são as regras de manutenção, vida útil e exclusividade?
5. Qual é o MOQ por estrutura, cor, arte e SKU, e não apenas por pedido total?
6. Quais faixas de preço se aplicam ao primeiro lote e à previsão anual?
7. O preço inclui corpo, tampa, aplicador, decoração, montagem e embalagem de transporte?
8. Quais custos de molde, amostra, cilindro, tela, clichê e aprovação serão cobrados ou creditados no pedido?
9. Qual calendário separa desenho, molde, amostra estrutural, amostra decorada, aprovação, produção e expedição?
10. Quais arquivos e limites de cor, registro de impressão, brilho e defeitos serão usados na aprovação?
11. Quais testes de vazamento, torque, dobradiça, queda, transporte, evacuação e compatibilidade serão executados e por quem?
12. Qual amostra será o padrão ouro para produção e por quanto tempo ficará arquivada?
13. Qual plano de inspeção, AQL e classificação de defeitos será usado antes do embarque?
14. Qual tolerância de entrega acima ou abaixo da quantidade pedida deve entrar no contrato?
15. Como lote, resinas, componentes, decoração e resultados de inspeção serão rastreados?
16. Como o fornecedor notificará mudança de matéria-prima, subfornecedor, molde, processo ou local de produção?
17. Quais são peso unitário, quantidade por caixa, dimensões, paletização e proteção contra deformação no transporte?
18. Qual Incoterm, porto, documentação de embarque e parte responsável pela importação e conformidade no Brasil?
Peça que as respostas entrem em uma ficha datada, com a mesma unidade e a mesma versão de desenho para todos os fornecedores. Só então preço, prazo e qualidade podem ser comparados de forma justa.
Como comparar cotações sem perder custos
Compare o custo entregue no envasador brasileiro. Some preço da embalagem, decoração, montagem, ferramental amortizado, amostras, inspeção, embalagem de exportação, frete, seguro, tributos, despacho, transporte doméstico e uma provisão de perdas. Confirme a classificação fiscal e os tributos com o despachante do importador; eles dependem do componente e da operação.
Crie uma linha separada para cada SKU. Um MOQ aparentemente baixo pode esconder mínimos por cor de tampa, acabamento ou arte. Registre também prazo de recompra, validade da cotação, moeda, condição de pagamento e tolerância de quantidade. Uma cotação barata que não cabe na linha de envase ou chega depois do lote piloto é uma cotação inutilizável.
O plano das primeiras setenta e duas horas após a feira
No mesmo dia, fotografe amostras, cartões e anotações juntos. Dê a cada opção um código e registre o motivo de interesse e o risco principal.
Em até 24 horas, envie o briefing revisado, o desenho ou referência, a lista de amostras e as perguntas ainda abertas. Defina o responsável de cada lado e a data do próximo retorno.
Em até 48 horas, converta as conversas em uma tabela comparável. Não aceite duas cotações baseadas em materiais, decoração ou Incoterms diferentes na mesma coluna.
Em até 72 horas, selecione no máximo duas rotas para amostragem. Para cada uma, defina o que precisa ser provado na amostra estrutural, na decorada e no lote piloto. A orientação técnica da Anvisa recomenda testar a compatibilidade entre formulação e material de acondicionamento e observar integridade, peso, vedação e funcionalidade.
O caminho normal de aprovação deve incluir viabilidade, desenho, amostra, arte, compatibilidade e estabilidade, teste de transporte, lote piloto e padrão ouro antes da produção em massa. A duração precisa ser definida pelo responsável técnico conforme a fórmula, a categoria e o mercado. Uma feira acelera o alinhamento; não elimina nenhuma dessas validações.
Visite a Auber Packaging no estande CM 40F
A Auber Packaging fabrica tubos cosméticos desde 2004 e publica soluções para cuidados com a pele, corpo e cabelo, proteção solar, lábios, olhos e aplicações localizadas. No estande CM-40F, a equipe apresentará tubos cosméticos, aplicadores especiais, opções de materiais e possibilidades de personalização.
Se você já tem um projeto, leve o briefing de uma página, uma amostra de referência e sua data real de lançamento. Use a reunião para escolher a primeira rota técnica e deixar combinado qual desenho, cotação ou amostra chegará depois do evento.
Beauty Fair 2026 • 5 a 8 de setembro de 2026 • Expo Center Norte • Estande CM-40F • sales@cosmetic-tube.com
Este artigo oferece orientação geral de compras e desenvolvimento. Requisitos sanitários, ambientais, fiscais e de importação devem ser confirmados para o produto e a operação específicos com os responsáveis técnicos e assessores da empresa.
Perguntas frequentes
O que devo levar para uma reunião com um fornecedor de embalagens na Beauty Fair 2026
Leve um briefing de uma página com produto, viscosidade, ativos sensíveis, volume, previsão de compra, cronograma, canal, mercado, limite de custo, acabamentos e meta de sustentabilidade. Acrescente uma amostra física e o contato do envasador quando possível.
É possível aprovar uma embalagem no próprio estande
O estande permite eliminar opções inadequadas e escolher rotas para amostragem. A aprovação final deve depender de desenho, amostra aprovada, compatibilidade com a fórmula, estabilidade, desempenho na linha de envase, transporte e critérios de qualidade.
O Brasil exige 22% de PCR em cada tubo cosmético em 2026
O Decreto nº 12.688 estabelece um índice nacional anual de 22% de conteúdo reciclado incorporado às embalagens plásticas em 2026. O cálculo legal é feito por massa anual e envolve fabricantes e importadores; não deve ser convertido sem análise em uma regra igual para cada SKU. Confirme a estratégia de portfólio e a comprovação com a equipe ambiental e o importador.
Que tipo de tubo devo considerar para ativos sensíveis
Compare estruturas com barreira, sistemas airless ou câmara dupla apenas quando o risco da fórmula justificar a complexidade. Peça dados técnicos e valide a opção com a fórmula final. O nome do material, sozinho, não comprova prazo de validade.



